51.162.67 Casa dos Mistérios
SANTO AMAROEstrada Regional 1-2, Boa Hora
EDIFÍCIO ISOLADO
ARQUITETURA DOMÉSTICA
VALOR CONCELHIO (resolução nº 130/2000, De 17 De aGosto)
ÉPOCA DE CONSTRUÇÃO INICIAL: SÉC.XIX
DESCRIÇÃO: Grande casa rural, situada junto à estrada, que se destaca pela dimensão e pela composição equilibrada da fachada. Está implantada no limite sudoeste de uma propriedade que inclui também um grande palheiro construído em pedra à vista, o jardim e os antigos terrenos de cultivo que se prolongam para nordeste.
O corpo da habitação tem uma planta complexa constituída por um extenso corpo retangular com dois pisos e um torreão, a cujo tardoz encostam vários corpos retangulares, mais curtos, de um ou dois pisos. Na fachada destaca-se a ala central, com três pisos devido ao extenso torreão, ladeada por duas alas da mesma dimensão. A ala central tem, no piso térreo, a porta axial da habitação, rematada em arco rebaixado, com uma porta de cada lado. No piso superior há quatro janelas de peito: as laterais no alinhamento das portas do piso térreo e as centrais ladeando o eixo do corpo principal. Ao torreão correspondem quatro janelas de sacada, alinhadas com as do piso abaixo, às quais faltam as guardas. Nas alas laterais há, no piso térreo, uma porta central com uma janela em cada lado. No piso superior há quatro janelas de peito, na ala noroeste, e três na ala sudeste. Na fachada lateral esquerda (virada a noroeste) há, ao nível do segundo piso, duas portas envidraçadas que dão acesso a um balcão que vai da fachada ao tardoz. O corpo da cozinha (que tem um só piso implantado ao nível do segundo dos restantes corpos por aproveitamento do declive do terreno) e o antigo corpo dos quartos dos empregados são perpendiculares ao tardoz das alas laterais, enquadrando o torreão e definindo um terreiro rebaixado em relação à cozinha. Uma escada exterior em pedra une o terreiro das “lojas” à cozinha. O corpo da cozinha é rematado pelo volume paralelepipédico da “caixa do lar” com uma chaminé de grande dimensão e o corpo retangular dos fornos acoplado. O ângulo entre o corpo da cozinha e a ala noroeste é preenchido por um corpo mais elevado, correspondente à sala de jantar, e por uma cisterna de grandes dimensões alinhada com a “caixa do lar”. Os vãos dos corpos salientes e do tardoz da habitação dispõem-se de forma menos racional, sendo os do piso inferior geralmente portas e os do piso superior janelas de peito, embora existam portas que abrem diretamente para o terreno ao nível do segundo piso. Ao tardoz da ala sudeste encosta ainda o corpo retangular de uma cisterna que ajuda a definir um segundo terreiro de serviço de menor dimensão. Encostada à cisterna, para sudeste, há outra construção que albergava o alambique com acesso ao nível do piso térreo.
Na zona posterior da habitação desenvolve-se o recinto retangular murado do jardim, alinhado com a face da cozinha virada ao terreiro e com o muro exterior do balcão noroeste. Do jardim partem dois caminhos de acesso aos terrenos de cultivo. Junto às zonas de serviço existem vestígios de pequenas construções de apoio e de abrigos para animais.
O imóvel é construído em alvenaria de pedra rebocada e pintada de branco. A cornija de remate das fachadas do torreão e as molduras dos vãos, são em cantaria à vista. As portas e as caixilharias das janelas são em madeira pintada. Ficou, no entanto, prejudicado pelo reboco saliente em relação às cantarias. As coberturas são em telha de meia-cana, rematadas em beiral duplo nos corpos principais e simples nos restantes.
ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Razoável
FUNÇÃO INICIAL: Habitação e apoio à atividade rural
FUNÇÃO ATUAL: Habitação sazonal
DATA DE LEVANTAMENTO: 2008-07-17
< anteriores
21 22 23 24
25 26 27 28
29 30 31 32
33 34 35 36
37 37 39 40
seguintes >
mapa: 162
São Jorge. Velas
Inventário do Património Imóvel dos Açores