Glossário
 
CAMARETAS OU CAMAROTES
Conjunto de duas alcovas diminutas, encostadas, pelo interior, a uma das empenas da habitação e separadas da sala por uma parede de madeira onde se rasgam as duas aberturas de acesso. Cada alcova tem a dimensão exacta de um colchão individual.

CASA DO ESPÍRITO SANTO
Nome dado na ilha das Flores à edificação que, em grande parte do arquipélago, é conhecida pelo nome de “império”. É uma construção semelhante a uma ermida, ou a uma pequena habitação linear, onde se realiza parte das cerimónias das festas do Espírito Santo e na qual, durante esse período, se expõem as insígnias deste culto.

COPA
Ver “copeira”.

COPEIRA
Compartimento do império ou construção anexa ao mesmo, também chamada copa ou talho, onde se armazenam, cozinham e distribuem as refeições do “bodo” nas festas do Espírito Santo.
Chama-se também copeira ao armário, ou nicho em pedra, geralmente rematado em arco, embutido numa das paredes principais da habitação.

ESTALEIRO
Nome dado na ilha das Flores a uma construção rudimentar destinada prioritariamente a sequeiro de milho. Embora surgindo com formas idênticas às usadas em outras ilhas, como a prismática triangular (semelhante a uma tenda), o modelo mais comum e mais típico do concelho das Lajes é o paralelepipédico. É constituído por uma armação de varas de madeira que forma as quatro “paredes”, onde se penduram as espigas de milho, assente em pés de alvenaria caiada e coberta por um telhado de duas águas. O espaço interno é frequentemente utilizado para armazenar outros produtos agrícolas.

IMPÉRIO
Ver “Casa do Espírito Santo”.

LAR
Espaço da cozinha onde se acende o lume e se cozinham os alimentos. Na versão mais elementar corresponde a uma simples bancada de pedra (poial). Nas versões mais elaboradas corresponde a uma saliência da cozinha (onde se encontra essa bancada) à qual estão acoplados o forno e a chaminé.

MEIA-ÁGUA
Pequena ampliação de uma casa, ou de outra construção, geralmente coberta por um telhado de uma água que, às vezes, resulta do prolongamento de uma das águas da “edificação-mãe”.

SERLIANA
Motivo arquitectónico correspondente a um vão tripartido em que a abertura central é maior e rematada em arco, enquanto as aberturas laterais, simétricas, são encimadas por um entablamento ou uma verga recta. Foi divulgado no séc. XVI a partir do tratado de Serlio e da obra de Palladio, razão pela qual é também conhecido por “motivo de Palladio”.

TALHO
Ver “copeira”.

Flores. Lajes
Inventário do Património Imóvel dos Açores
Última actualização em 2007-11-17